26 outubro, 2006

Escrito nas estrelas


Horóscopo do dia:
Alguém especial que pode mudar a sua vida vai cruzar o seu caminho hoje.

Conselho do dia:
Nunca duvide do seu horóscopo!

11 outubro, 2006

Retalhos


Pedaços de Paulo Leminski,
pedaços dessa Brisa

que está doida pra parar,
criar raízes,
virar flor!


Ler pelo não, quem dera!
Em cada ausência, sentir o cheiro forte
do corpo que se foi,
a coisa que se espera


Isso de querer
Ser exatamente
Aquilo que a gente é
Ainda vai nos
Levar além


"
Vim pelo caminho difícil,
a linha que nunca termina,
a linha, uma vida inteira,
palavra, palavra minha
".

"Distraídos venceremos"

10 outubro, 2006

Enlaçados


Simplesmente A-D-O-R-O casamento de amigos!
ADORO!!!!
E quando ele acontece nas circunstâncias do enlace de Ivanzinho e Carol, torna-se ainda mais inesquecível.

À beira da praia
Noite de lua cheia
Pés descalços
Cercada de grandes amigos
Cerimônia celebrada por gente como a gente, dessas que sabem tudo da história do casal, dos momentos felizes, do primeiro beijo, das pequenas picuinhas...

Emoção descontrolada
Muitos raspa-raspas de morango misturados com doses infindáveis de vodka
Abraços apertados
Pés enfiados na areia
Cantar músicas antigas
Dançar até cair
Até sentar de cansaço
E deitar a cabeça em um ombro
E se revigorar em carinho...

Casamento bom é assim:
Distribui tanto, tanto, tanto amor, que cada um pega um pouquinho.
Eu peguei a minha parte!
E ADOREI!!!!!

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Aos noivos, que cada palavra dita diante da Lua se eternize e tenha o dom de contagiar, sempre!

02 outubro, 2006

Nó na garganta (e no peito)

Triste. Não tenho outra palavra para o dia de ontem senão essa.

Muito triste um dia de eleição para presidente transcorrer assim: apático; gelado; sem cumplicidade ou companheirismo; sem estrelas distribuídas; sem bandeiras vermelhas sacudidas com orgulho; sem esperança.

Sou de uma geração filha da democracia. Assisti, desde criança, a alegria de meus pais pela conquista do direito de escolher os representar de seu país. Acompanhei minha avó às urnas, na época em que ela marcava um X na cédula ao lado do nome de Arraes e eu mesma colocava o papel na caixinha. Corri pela praia do Pina com uma bandeira na mão, cantando “Lula lá, brilha uma estrela”, e fiz o mesmo pelo Marco Zero, há quatro anos, quando, finalmente, ajudei a elegê-lo.

Naquele dia chorei muito. Um choro contido por anos e que agora podia sair para eu respirar novos ares, os ares de uma nova sociedade, de um novo jeito de fazer política e governar. O tão sonhado “do povo e para o povo” acabava de se tornar realidade e eu era protagonista dessa mudança. Cada brasileiro o era! “Vamos mostrar para essa velha turma da direita como é que o PT trabalha”, bradei de peito inchado de tanta alegria e orgulho.

Hoje tenho a triste sensação de que nada deu certo... Meus sonhos foram roubados e parece que meu dinheiro também. O dinheiro, graças a Deus, nunca tive muito, por isso nem sinto falta. Mas dos sonhos eu faço questão. É deles que sobrevivo. São eles quem trilham meus caminhos, colorem meus objetivos, me fazem encarar cada novo dia. Sem meus sonhos não sou inteira. Sem eles, não suportaria! E lendo algumas manchetes de jornais os vi me dar as costas.

Pela primeira vez não soube em quem confiar, em quem apostar minhas esperanças. Pela primeira vez cogitei não usar estrelas esse ano, não votar em Lula, abrir mão daquele direito que sempre comemorei tanto! Mas meus limites largos não valem apenas para os relacionamentos amorosos, e foram eles que me fizeram repensar. Então, vesti meu traje vermelho, encarei quase uma hora de fila na minha sessão sempre lotada e cliquei 13 tantas vezes foram possíveis.

Já perdoei falhas piores que a de não saber. Não quero julgar se Lula é culpado ou não. Definitivamente, não creio que seja minha função. Meu voto não foi para o réu público Lula, foi para o presidente que, mesmo quando ninguém acreditava ser capaz, colocou o Brasil numa situação bem mais confortável do que estava quando ele assumiu o cargo: mais emprego, mais investimentos em programas sociais, menos miséria, menos dívida externa, menos risco país, menos inflação, mais confiança dos investidores, mais indústrias, mais reforma agrária. Foi essa conta que assegurou o meu voto.

Mas hoje, com Lula sendo levado a disputar o segundo turno com alguém tão inexpressivo e despreparado quando Alckmin, o povo quis mostrar que fez uma outra conta: mais corrupção e acordos ilegais descobertos, mais envolvidos ligados ao PT e ao Governo, mais podridão num lugar considerado limpo, menos ética, menos confiança. Triste...

Triste o povo brasileiro – tão cheio de esperança e de vontade de provar que acertou na escolha, há quatro anos – ser obrigado a puxar a orelha do presidente por ele não ter feito o dever de casa. Triste nosso voto ter sido de protesto e não de fé. Triste as ruas caladas e sem cor, um dia inteiro sem abraços e sorrisos. Na hora em que todos deveríamos comemorar o direito de usar a voz, fizemos um luto mudo, cumprimos o nosso dever de cidadão como quem é obrigado. Tristes!

Provavelmente Lula será reeleito no dia 29. Mas espero que tenha compreendido o recado das urnas. Não queremos mais um mito, essa imagem já se desfez depois de tantas acusações. Queremos um chefe de Estado que, além de manter o país equilibrado social e economicamente, também o faça politicamente. Queremos um presidente de alma boa, mas, sobretudo, de mãos limpas, porque queremos apertá-las, para ter a certeza de que fazemos parte do mesmo time.

29 setembro, 2006

Encourados


Tantas vidas seguem entre a seca, os arbustos, as cores quentes do Sertão.
Entre conversas na porta de casa, cigarros de palha, padroeiros e orações.
Com meninos brincando na terra e homens tirando dela o sustento.
Plantando e torcendo pra chover.
Montando em boi, sangrando e curtindo.

Sobrevivendo da força da fé.

A minha segue por aqui.
Vermelha, da cor da eleição.
Tranqüila, mas com alguns espirros.
Com pouco trabalho, pouco dinheiro e muitos amigos.
Sem uma grande paixão, mas com grandes fantasias.

Sobrevivendo da força da fé.

22 setembro, 2006

Olhos nos olhos


Bem naquele dia, quando eu estava vestida de jeans e camiseta, cabelos presos, sem nenhuma maquiagem e com um chinelo velhinho no pé, ele apareceu.

Poucas vezes esteve por ali. Há meses não o via pelo Recife. Na verdade, fui até Garanhuns à sua procura, e nada! Mas, agora, ele estava lá: lindo, enorme, doce com sempre.

Restava apenas que me visse. Sim, claro! Precisava me ver de novo, saber que estou mais livre que uma brisa de setembro em fim de tarde.

A poesia de Vinícius enebriava a noite mais que o álcool em nossos copos. A flauta ditava o ritmo. A emoção contagiava a todos. Foi então que ele me viu! E viu mesmo!!!!

Depois, os sorrisos diziam mais do que a conversa mole, e os olhos brilhavam...
...com a esperança de poder recomeçar.

"Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar.


Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar"

Tom Jobin

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Tive que usar o poeta. Porque nada mais traduziria o hoje, além de palavras que já foram escritas...

Enfim, em paz


Eu ando assim, feito o mar desta tarde.
Tão constante, tranqüilo e paciente
Que deixa a impressão de estar parado.

As ondas passeiam lentas,
Sem querer ser percebidas
Como quem cansou de demonstrar poder
E agora revelam serenidade em um perfeito balé.

Elas sabem que em algum momento do dia
Um passante mais atento vai olhá-las em calmaria e,
Talvez por isso, ouse tocá-las.
Porque só os aventureiros e loucos enfrentam o mar bravio
E o tempo de aventura acabou.

Como o mar, guardo meus segredos e artimanhas,
Meu sal, meus perigos.
Mas tenho esse jeito manso
Um convite a tempos de paz.

15 setembro, 2006

Lá vai o sol...


De volta pra casa, uma lembrança do fim de tarde.

13 setembro, 2006

Bons sonhos


Árvore

Tranqüilidade de espírito.
Vitória nos negócios.
Realização de um sonho para breve.


Obaaaaaaa!!!!!!!

12 setembro, 2006

A Excelência do Amor


Pra não ficar baixo astral
Nem parecer tão triste
Um pouco dos sorrisos do fim de semana.

A festa começou em Bezerros, mas terminou em Gravatá, na casa da família Moraes. Forró bom, samba melhor ainda, cerveja até dar uma dor, amigos, amigos, amigos! Farra e emoção - muita emoção.

Também, com um sermão desse, não tem como não pensar na vida...
... e no amor!

O amor é paciente
O amor é bondoso
Não é invejoso
Não é arrogante
Nem orgulhoso.

O amor tudo perdoa
Tudo crê
Tudo espera
Tudo suporta.

O amor nunca passará.
Agora três coisas permanecem:
A Fé, a Esperança e o Amor.
Mas a maior delas é o Amor
”.


Para Alessandra e Gerrá, que sejam felizes para sempre!

Amém!

Um tanto só


Penso na vida.
Choro a vida.
Uma vida que não está fácil
Nem feliz
Nem sã.

Uma vida de pensamentos distantes
E angústias vizinhas
Sem paz
Sem companhia
Sem lugar no mundo.

Mas que eu sigo
De olhos vendados
Tateando
Esbarrando
Tropeçando.

Escrevo a vida
Invento histórias
Vivo mentiras
Construo fantasias
E destruo parte da solidão.

Pinto a vida
Apago as lembranças
Borro os desejos
Desvio das verdades
E me deito mais uma noite...
... com a saudade.

31 agosto, 2006

Sentidos


O Recife cheira a suor, que escorre nos rostos de baixo do sol quente, que ensopa as camisas dos trabalhadores. Cheira a esgoto nos becos, a cana em botecos, a comida caseira nas esquinas e a laranja cravo em tabuleiros.

Recife tem cheiro de terra molhada e mato verde. Cheiro de castanha, de palmeira, de pinhão e jaqueira.

Recife cheira a escape, chourume, pneu e lixo queimado. Sufoca com fumaça de automóvel e alivia com a de nebulizador. Cheira a melancia e sal em Boa Viagem, a peixe em Brasília Teimosa e a lama na Rua da Aurora.

Recife cheira a arruda e flor do campo, a óleo na bênção de São Félix, a caldo de cana no Mercado de São José. É feito de igrejas e pontes, de todas as cores, levando a qualquer lugar, a algum recanto de Deus.

Minha cidade tem cheiro de cocada, galeto na brasa e churrasquinho, de abacaxi na praia, milho e amendoim. Tem tambores de maracatu ensaiando para o carnaval e grito de “é um real” e “ingresso sobrando eu compro”.

Recife é pipoca na porta do São Luiz, é cerveja no Marco Zero, é papo cabeça no Cine PE e música boa no Seis e Meia.

Recife é escolha: Cabeleireiro ou barbeiro. Mac Donalds ou Mercado da Encruzilhada. Boi Preto ou Seu Vidal. É prédio alto e morro mais alto ainda. Vida boa em Casa Forte, e ainda melhor em Casa Amarela.

Recife tem cheiro de cola de sapateiro nas mãos dos pivetes. Aceno de “não” a cada sinal, vidro fechado, ar ligado, tensão nas ruas, ultrapassar sinal vermelho. É medo e vontade de fugir. Mas também é lindo.

No sorriso banguelo das crianças, na garra do povo, no passo paciente dos velhos. É lindo no céu azul limpinho, na fé em ganhar no Pernambuco da Sorte, nas sacolas de feiras lotadas de frutas, no jogo de cintura dos ambulantes, na emoção do Arruda lotado.

Recife é tudo que vejo, tudo que sou, a cor da minha pele. Aquilo que me faz mais feliz, mais forte, mais apaixonada. É o lugar onde quero acordar a cada manhã, e talvez, pra sempre.

28 agosto, 2006

Nova estação


Meu aniversário
Algumas caipiroscas
Grandes amigos
Burburinho

Música alta (bem alta)
Saudade de Tê e Lu, de Mabi e Bá
Ausência de Al
Gabi presente
Sem ele
Sem vontade alguma de ter ele (oba!)

Amassada de tantos abraços
Taça esborrando de bons desejos
Boas energias
Bons olhares

Eu, completa
Inteira
Madura
Segura
Feliz
Plena de esperanças
Levemente tonta
Absurdamente serena

Bolo recebido de presente
Pedido de paz às velinhas
Cobertura de chocolate
Lambida de dedo
Muitos encontros
Conversa fiada
Tranqüilidade
Certeza:
Será massa ter 28 anos!

23 agosto, 2006

Frase do dia


Vamos beber...
Vamos sambar...
Vamos fazer a vida andar...

18 agosto, 2006

Achado


Passeando em Porto, entre sorvetes e surfistas, ela chamou minha atenção. Ao longo do dia, já havia me encantado com vestidos, biquínis, barrigas morenas, olhares curiosos e com uma rede cor-de-laranja que ficaria fantástica em meu novo quarto, mas, a princípio, confesso, não a percebi.

Fazia tempo que não ia até lá. As ruas agora são exclusivas para os pedestres. Os carros não têm mais vez, estacionam pelas redondezas. Construíram várias pracinhas charmosas dividindo e colorindo a passagem, pintaram e reformaram todas as casas – até as mais simples. A cidade, mais do que nunca, parece ter sido feita para encantar e deixar a todos com saudade na hora de partir.

Fiz aquele mesmo caminho dezenas de vezes por diversas razões, ao longo de minha vida: paquerar, namorar, jantar, tomar sorvete, comprar artesanato, chegar à praia, beber Carreteiro, curtir a um show. Mas nunca a havia visto ali, bem no meio do caminho. Na verdade, nem sei se ela existia. Pelo tamanho e a pintura recente, talvez seja mesmo mais uma das novidades do lugar.

Estava aberta. E como sentia meu coração fechado, as portas escancaradas me pareceram um convite a uma visita. Lá fui. Entrei com o pé direito, pedi licença e me emocionei com tanta simplicidade. “Os simples de coração são queridos por Deus”, diz sempre um amigo meu. Ao centro, uma cruz, um altar modesto e uma imagem da Virgem de Fátima abençoando o espaço pouco maior do que ela.

Como deve ser, fiz os tradicionais três pedidos concedidos a todos que entram pela primeira vez em uma igreja. Certamente, naquele silêncio, um anjo de passagem deve ter me ouvido. Em tempos de mentira, Porto foi um presente de Verdade na minha vida. Deixou a certeza de que não estou sozinha e que ainda há muitos caminhos coloridos a percorrer.

Ah, os pedidos! Esses eu não conto. São segredos entre mim e o céu.

17 agosto, 2006

Por hoje

Sou músicas
Retratos
Vestidos

Borboletas e
Flores.

Sou cores:
Rosa sempre
Laranja às vezes
Tricolor há pouco tempo.
Sandália havaiana,
Salto alto
Baque na rua.

Sou romance
Observação
Abraço
Carinho nos cabelos
Conversa fiada
Papo cabeça.

Sou poesia
Caminhada na praia
Medo de bola e de tubarão
Garrafa d’água
Aula de Português
Aula de percussão.

Sou janela quebrada.
Chocolate alemão
Vinho tinto
Caminho sem destino
Olhar ao longe
Óculos escuros.

Sou espera
Perdão
Angústia
Decepção.

Sou desejo que o tempo leve
Que a vida cure
Que a alma limpe
Os olhos sequem
O sorriso surja
E a chuva passe.

16 agosto, 2006

Desafinada

Quero fazer um samba alegre
Um batuque em clima de domingo de sol
Mas meu pandeiro não vibra
O tambor está rouco
Violão, não tenho quem toque
E no lugar da cuíca,
Quem chora sou eu.

Quero fazer um samba alegre
Mas só faço lamentos.


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"Silêncio, por favor, enquanto esqueço um pouco a dor no peito"

Entre homens e fadas


Meus amigos são feitos de uma matéria especial: algo entre os homens e as fadas. Têm uma varinha mágica nas mãos e o poder de transformar solidão em companhia. Eles não aparecem sempre que espero, mas nunca faltam quando preciso. E, quando chegam, renovam minhas forças, ouvem meus lamentos, não criticam meus erros, mostram-me outros caminhos e levam-me com cuidado a um lugar seguro, como se a simples presença deles pudesse me proteger de todos os males. Foi assim esse fim de semana que, de fadado à dor, transformou-se em alegria.

Cerveja preta e conversa mole varando a noite. E o novo dia começa na estrada, rumo ao mar. Sol morno, boa música, novos e velhos amigos contando histórias e fazendo sorrir. Praia. Paisagem. Paz.


Mais conversa mole e cerveja preta até chegar o pôr-do-sol em ritmo de bolero. Mãos dadas. Cheiro na flor do pescoço. Surpresa. Noite feliz. Talvez precoce. Talvez precisa. Sem pretensões, como deveria ser tudo na vida.

O sol que nasce vem dar um outro bom dia, rumo a outros mares. Mais estrada, os mesmos amigos. Mergulho em águas novas e limpas. Vento no rosto. Brincar tal crianças e peixes. Soltar os cabelos. Respirar a brisa. Dormir exausta e muito feliz.

A vida acaba de recomeçar (de novo).

À Talita, a fada do fim de semana.

08 agosto, 2006

Rumo certo


De volta ao colo
De volta ao carinho
De volta ao abraço que sempre foi meu
No mesmo sorriso
Com a mesma alegria
Como se o tempo não passasse
E o amor parasse o futuro
Pra se eternizar em nós
Todo dia.

Encontro

Recife, 3 de agosto de 2006

Te tive sob minhas lentes
ao acordar, gargalhar
caindo em pranto
fazendo charme.
Tantas, tantas vezes
despenteado, barbado, safado
desprotegido, cansado, molhado
Mil olhares, incontáveis momentos.
Em cada encontro,
a alegria de me saber em você.
Em cada olhar,
teu amor de volta.
E talvez seja assim pra sempre.
Ao menos até hoje nada mudou.