Algumas coisas nos param e outras nos levam.
O amor mesmo - aquele de águas mansas - me pára.
Com ele eu só quero o ócio de planar num peito aconchegante, a dormência do repouso das pernas em outras pernas, uma fungada com cheiro amadeirado e o leve entrelace de dedos pra se fazer um só.
Com ele vivo uma dança mágica de olhos e corpos, embalada por uma música que mais ninguém ouve.
O amor me pára e me tranquiliza em momentos que queria eternizar, porque neles nada mais me falta e de nada preciso.
Já a paixão - quando a alma joga confetes e se deixa levar como num torpor de lança-perfume - me leva longe.
Seu fogo me leva às palavras, aos berros, à exibição. Seu movimento cansa o corpo, sua a pele, inquieta até o silêncio nostálgico de tempos de paz.
Me leva à busca, ao cansaço, à persistência, às lágrimas e saltos. E depois, me deixa o tédio da solidão real, consumada. Porque paixão é Carnaval: alegra, enfeita, encanta, cansa e acaba.
Quero a fórmula mágica de um amor que também me leve, me carregando cuidadoso rumo à plenitude, aos versos, à novas canções.
Quero que esse amor me renove, sem esquecer que sou feita de paixão.
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Ao amor que me leva longe!
23 fevereiro, 2006
01 dezembro, 2005
Na chegada
Estou leve...
Braços, pernas e até consciência
Acho que foi o peso do seu corpo no meu
Ou a verdade em um olhar brilhante,
de ciúme, de paixão, de medo
A verdade de um olhar de aMoR.
Estou leve...
Como quem sabe não haver o fim
Não luto, é mentira!
Não luto contra esse peso da saudade
Não luto para manter distância
Porque eu sempre estou aqui.
Estou leve...
Tenho o amor como companheiro inseparável
e a lembrança como cúmplice do passado
Tenho seu cheiro na memória
e sua barba na pele
Tenho um sorriso disfarçado no rosto
mesmo quando dissemos que já não somos mais os mesmos
Estou leve...
Porque sempre serei de você
Não importa onde eu esteja
Você virá!
.............................................................
Lágrimas, ciúme, revelações,
abraços com medo do nunca mais
beijos doces de saudade
ânsia de possuir mais,
de não se deixar ir nunca mais...
Tivemos de tudo hoje
nos tivemos.
Isso é tudo.
Sempre será.
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Amo você.
Braços, pernas e até consciência
Acho que foi o peso do seu corpo no meu
Ou a verdade em um olhar brilhante,
de ciúme, de paixão, de medo
A verdade de um olhar de aMoR.
Estou leve...
Como quem sabe não haver o fim
Não luto, é mentira!
Não luto contra esse peso da saudade
Não luto para manter distância
Porque eu sempre estou aqui.
Estou leve...
Tenho o amor como companheiro inseparável
e a lembrança como cúmplice do passado
Tenho seu cheiro na memória
e sua barba na pele
Tenho um sorriso disfarçado no rosto
mesmo quando dissemos que já não somos mais os mesmos
Estou leve...
Porque sempre serei de você
Não importa onde eu esteja
Você virá!
.............................................................
Lágrimas, ciúme, revelações,
abraços com medo do nunca mais
beijos doces de saudade
ânsia de possuir mais,
de não se deixar ir nunca mais...
Tivemos de tudo hoje
nos tivemos.
Isso é tudo.
Sempre será.
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Amo você.
30 novembro, 2005
Ainda em festa
O número de ingressos vendidos era digno de um grande show internacional
O público também.
Todos estavam lá com o mesmo ideal.
Alma limpa.
Peito aberto.
Cercado de patuás.
Orações e promessas acumuladas.
Ébrios – cada um em seu grau
De alegria, álcool ou os dois juntos.
Cobertos de uma esperança que tinha lugar, nome, cor e data.
Estádio José do Rego Maciel (vulgo Arrudão)
Santa Cruz Futebol Clube
Vermelho, preto e branco
Há quatro anos fora da Primeira Divisão
“A hora é agora!”
E mesmo com a impressão de plagiar uma propaganda das boas, não conseguia pensar em outra coisa a dizer.
E foi...
A hora do desespero, dos gritos de felicidade e tensão.
A hora de roer as unhas, falar palavrões, cobrir os olhos com as mãos temendo “o pior”
A hora dos abraços emocionados, das lágrimas de alívio.
A hora de mais de 63 mil pessoas comungarem a mesma alegria, num mesmo lugar.
Eu estava lá e não vou esquecer.
.......................................
Ótimo momento pra virar uma Tricolor!
O público também.
Todos estavam lá com o mesmo ideal.
Alma limpa.
Peito aberto.
Cercado de patuás.
Orações e promessas acumuladas.
Ébrios – cada um em seu grau
De alegria, álcool ou os dois juntos.
Cobertos de uma esperança que tinha lugar, nome, cor e data.
Estádio José do Rego Maciel (vulgo Arrudão)
Santa Cruz Futebol Clube
Vermelho, preto e branco
Há quatro anos fora da Primeira Divisão
“A hora é agora!”
E mesmo com a impressão de plagiar uma propaganda das boas, não conseguia pensar em outra coisa a dizer.
E foi...
A hora do desespero, dos gritos de felicidade e tensão.
A hora de roer as unhas, falar palavrões, cobrir os olhos com as mãos temendo “o pior”
A hora dos abraços emocionados, das lágrimas de alívio.
A hora de mais de 63 mil pessoas comungarem a mesma alegria, num mesmo lugar.
Eu estava lá e não vou esquecer.
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Ótimo momento pra virar uma Tricolor!
A taça
20 novembro, 2005
Na despedida, um adeus

Chega de Big Brother pela Internet! Cansei...
O espaço que era pra ser uma forma de estar mais perto de minhas amigas distantes acabou virando público... tudo que eu não queria! Minha vidinha simples não precisa ser compartilhada em toda a net, né?
Tê, Gabi, Galega, Mai, Bá... Sei que vamos arrumar um jeito de vocês ficarem informadas, mesmo daí de longe. Quanto às que estão por perto, pra essas eu ligo quando tiver novidades a contar e comemorar.
Amo todas vocês. Obrigada pelo ano e meio de passeio!
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